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Em uma empresa familiar é comum ser difícil distinguir responsabilidades do trabalho e o que cabe à família. Cada membro possui jeito e vivências diferentes, devido a isso, sucessões podem ser confusas, estranhas e conflituosas. Mas, com planejamento, as diferenças podem garantir o equilíbrio e uma sucessão organizada e saudável. Este artigo traz informações práticas com relação a importância do planejamento sucessório na empresa familiar. Além de dicas importantes para alcançar melhores resultados para o seu negócio e família.

Direito sucessório - pai, filho e neto em vinícola - plantação no campo agronegócio familiar

O artigo apresenta:
  • Porque uma Empresa Familiar é diferente?
  • A Importância do Planejamento Sucessório.
  • Dicas para uma Empresa Familiar Mais Profissional e Competitiva.

Porque uma Empresa Familiar é diferente?

As empresas são constituídas por pessoas que imprimem comportamentos e crenças à cultura da organização. As ações humanas são interligadas e constroem um todo cheio de significados, sendo muitas questões visíveis e outras subjacentes. Por isso, todas as empresas são formadas por aspectos conscientes e inconscientes moldados pelos pensamentos, sentimentos e ações dos membros que ali trabalham e atuam.

Em uma empresa familiar, tais aspectos se somam à outras variáveis, envolvendo afeto e vínculos intensos, afinal, todo contexto familiar é dotado de um emaranhado de emoções e padrões comportamentais. Por muitas vezes, é difícil traduzir o que cabe à empresa e à família. É difícil distinguir o que é responsabilidade do trabalho e o que é papel dos membros como unidade familiar. Estas situações sofrem uma mistura, por vezes, confusa, estranha e conflituosa.

 

A Importância do Planejamento Sucessório

Os papeis e os desejos dos membros da família que atuam na empresa podem ser divergentes e, na maioria das vezes, os são. E, como conciliar estas diferenças? Como identificar os papeis e a importância de cada um no sucesso da organização?

Primeiramente, toda empresa necessita ter um planejamento claro: qual o propósito da organização? Nada se sustenta sem um propósito ou uma missão. Quando o que se quer está definido fica muito mais fácil seguir o caminho para a realização. É necessário ter estratégia, objetivos e metas. Mas, não basta somente ter objetivos: tem-se que saber como chegar lá. Para isso, é fundamental identificar quais sãos os valores e as virtudes que a empresa deseja promulgar, porque isso é a essência da organização, é a crença que determina a prática de todos.

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As gerações de uma empresa familiar possuem jeitos e vivências diferentes. Estas diferenças são ricas e podem garantir o equilíbrio. Quando se alia a maturidade e a experiência com a inovação e a tecnologia, certamente, há mais chances de a empresa continuar seu crescimento. Para que ocorra uma sucessão de maneira organizada e saudável, é importante que haja um planejamento e que isso ocorra de maneira tranquila.

 

Dicas para uma Empresa Familiar mais profissional e competitiva

Deve ocorrer através de um processo que envolva conhecimento, busca de experiência e bom senso.
Neste contexto, valem algumas dicas:

 

1. Elaborar planejamento estratégico com a participação de todos:

Esta ação contribui para o alcance dos objetivos organizacionais. Ao se elaborar propósito, missão, visão e valores, valida-se o desempenho sustentável, saudável e rentável da empresa. É imprescindível saber os princípios norteadores, para que todos possam participar entendendo o todo, além do mais, não existe engajamento sem participação; ninguém ama aquilo que não conhece. Entender, participar e colaborar, com amor e dedicação só é possível com um propósito claro e organizado.

 

2. Elaborar um código de ética com determinação de condutas, regulando as formas de gestão e administração:

As regras fazem parte da vida e da condição humana – elas norteiam nossas atitudes para a busca de um convívio saudável e equilibrado. Saber os direitos, mas também os deveres que cabem à cada um na organização facilita as relações, produzindo harmonia e homeostase. Quais as condutas são admissíveis na organização e quais não são? A cultura organizacional depende do jeito de ser e fazer de todos, mas, principalmente, dos que assumem um papel de gestão. Portanto, a delimitação deste “jeito” envolve muito diálogo, consenso, prática e experiência. É preciso pensar a respeito da cultura da empresa e avaliar a necessidade de mudanças para a sua continuidade sustentável.

 

3. Realizar encontros periódicos com os membros da família:

Toda família tem aspectos fundantes, positivos ou difíceis, que contribuem ou não para o sucesso da organização. Avaliar quais são os pontos fortes da empresa, sua potencialidade e suas limitações é primordial, construindo, neste sentido, um ambiente real e verdadeiro, onde todos possam compreender a conjuntura atual e futura do negócio. Trabalhar os aspectos emocionais, afetivos e vinculares como um processo natural, onde o conflito possa ser negociado e entendido como gerador de insights criativos e inovadores. Talvez, o segredo, seja o equilíbrio: nem mais, nem menos, mas o essencial para ser duradouro e eficaz.

 

4. Buscar apoio de consultoria especializada na área e assessoria jurídica:

Nem sempre é fácil. Na verdade, na maioria das vezes é difícil. Portanto, identificar a complexidade de um processo sucessório de maneira humilde, reconhecendo as vulnerabilidades é o primeiro passo para a conquista de uma sucessão de sucesso. Solicitar ajuda é um ato e amadurecimento e desenvolvimento, revelando o desejo de melhorias e de busca de soluções. Para isso, profissionais da área da psicologia, administração e jurídica podem contribuir, através da atenção, escuta e informação.

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Conclusão

Por fim, ressalto a ideia de que uma empresa realiza as coisas através das pessoas. Por mais tecnologia e inovação que uma empresa possa ter, o capital intelectual ainda é a base de uma estrutura eficiente. As pessoas podem ser engajadas ou não, comprometidas ou não, interessadas ou não, e isso, faz uma diferença enorme. Neste contexto, os gestores são exemplos e disseminam na equipe o modo de ser e de agir da organização. É importante o desenvolvimento do equilíbrio emocional, da comunicação e de uma gestão integradora.

A palavra-chave para a sucessão saudável e satisfatória de toda organização é equilíbrio.

Rosângela Sauthier Zwirtes da Costa

Rosângela Sauthier Zwirtes da Costa

Consultora de empresas, proprietária em Humanizare Psicologia Organizacional
Psicóloga graduada pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Consultora de empresas; proprietária da Humanizare Psicologia Organizacional; Especialista em Gestão de Pessoas. Possui formação em Psicofarmacologia, Liderança e Dinâmicas de Grupo. Presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Garibaldi (APEME).
Rosângela Sauthier Zwirtes da Costa

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