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A feira traz muitas novidades e destaca a importância do setor da viticultura.

Entre os dias 6 e 8 de dezembro de 2017, no Vale dos Vinhedos, foi realizada a Tecnovitis 2017. A 2.ª edição do evento teve por objetivo trazer ao seu público alvo as novidades do setor vitivinícola (técnicas, produtos e equipamentos). Dentre as novidades tecnológicas e de produtos, a feira também trouxe seminários e palestras com temas importantes para o setor.

Destaques Tecnovitis 2017

Seminários

Os temas centrais dos seminários Tecnovitis 2017 foram divididos em:

  • Orgânicos – informações para quem tem interesse nesse sistema de produção.
  • Boas Práticas na Viticultura – foram apontados os procedimentos para o uso das melhores técnicas, no momento e da maneira correta.
  • Tópicos de Legislação – foram abordadas as questões do vinho colonial, do Simples Nacional e das mudanças recentes na legislação da vitivinicultura.

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Palestras

As palestras também ocorreram nos três dias do evento. Trouxeram temas importantes, como:

  • Segurança do trabalho no campo
  • Enxertia
  • Utilização de aminoácidos e cobre
  • Adubação
  • Viroses
  • Fertilizantes

Dentre outros diversos pontos.

 

Audiência Pública

Na Tecnovitis 2017 também foi realizada uma audiência pública no dia 08 de dezembro. O encontro foi comandado pelo Deputado Federal Afonso Hamm – atual preside a Frente Parlamentar de Defesa e Valorização da Produção Nacional de Uvas, Vinhos, Espumantes e Derivados.

Dentre os pontos abordados, foram colocadas questões para verificar e discutir as dificuldades e buscar soluções para levar ao Governo Federal:

Representante da EMBRAPA fala sobre o mercado

Foram comentadas questões relevantes do setor pelo representante da EMBRAPA, Sr. José Fernando da Silva Protas, que falou sobre a evolução do volume de uva processada no Rio Grande do Sul, no período entre 2005 e 2017. Referiu, também, a evolução do mercado de vinhos finos no Brasil, e o crescimento do mercado de vinho branco. Enfatizou que o Rio Grande do Sul tem uma base organizada no setor através das Indicações Geográficas já concedidas. Dentre elas, podemos mencionar a Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos, que foi a primeira Denominação de Origem do Brasil reconhecida pelo INPI.

Outros assuntos abordados:
Qualidade

Foi discutida a qualidade e a necessária valorização por quem adquire o produto, devendo ser verificado, não só o grau alcoólico da uva, mas também outras questões que compõem a sua qualidade, como a acidez e coloração, para compor a regulação de seu preço.

 

Dados

Um dado interessante que foi apresentado é o aumento da destinação das uvas. Em 2004, somente 25% das uvas eram destinadas para a produção de suco. Em 2017, mais de 50% da produção foi destinada para a produção de suco. Outro dado importante que foi apresentado, é que de 2005 a 2016, houve um aumento considerável de venda do vinho envasado em comparação do vinho vendido a granel.

 

Preocupação dos produtores

Dentre as discussões e manifestações dos produtores que se encontravam na audiência, houve a preocupação com a qualidade da uva e a valorização do produtor. Além disso, falou-se também dos incentivos e subsídios oferecidos pelo Governo, principalmente a questão do seguro agrícola, e a permanência do jovem na colônia para dar seguimento a produção vitivinícola.


Conclusões Tecnovitis 2017

O evento trouxe produtos e temas importantes para o setor. Demonstrou que o produtor de uva no Brasil está buscando novas tecnologias e investindo na produção de uvas de qualidade, para que, os vinhos e espumantes produzidos no país tenham a valorização necessária e reconhecimento do consumidor nacional e estrangeiro.

Importante referir que a legislação brasileira necessita de aperfeiçoamentos para tratar dos produtos vitivinícolas (da uva e de seus derivados). Deve-se buscar cada vez mais a qualidade e valorização da produção nacional, a começar pelo produtor, até a indústria. O aumento da qualidade dos produtos vitivinícolas produzidos, seja pela indústria, seja pelo pequeno produtor, faz com que a legislação busque, necessariamente, alterações e regulações necessárias ao setor.

A participação da Frente Parlamentar é um demonstrativo da boa vontade dos deputados que se fizeram presentes. O esforço para a melhoria de toda a cadeia produtiva passa também por uma legislação forte para proteção dos produtos, dos produtores e das vinícolas. A disseminação das informações para alinhar todo o mercado tem o propósito de tornar o negócio do vinho cada vez maior. A busca pelo aperfeiçoamento é necessária para que a própria sociedade encare o setor com mais seriedade, tanto no mercado interno, quanto no externo.


Feiras e encontros como esse demonstram o crescimento do setor. Nota-se a busca por melhores condições de produção para alcançar uma maior qualidade de produto.

Afinal, para ganhar os prêmios pelos vinhos, espumantes e sucos é necessário começar pela terra, pelo produtor.

Thiago Hartmann Burmeister

Advogado graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Especialista em Direito Empresarial, pós-graduando em Direito Ambiental. Delegado da Escola Superior de Advocacia da OAB/RS, Subseção Garibaldi/Carlos Barbosa, na gestão de 2013-2015. Representante da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados – CDAP, Subseção Garibaldi/Carlos Barbosa, gestão 2016-2018. Diretor de Profissionais Liberais na APEME.

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