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Confira nesse artigo a importância de diminuir a pegada hídrica na produção de vinho.

Em 22 de março, celebra-se o Dia da Água, como forma de conscientização pela utilização do bem mais precioso para todos os seres deste planeta.

Pegada Hídrica

A Fundação Water Footprint Network analisa o consumo de água no planeta, bem como propõe mudanças de comportamento e utilização do líquido. Para isso, criou um sistema de medida para utilização de água na cadeia industrial chamado de water footprint ou pegada hídrica.

A Pegada Hídrica é o volume de água necessária para produzir um determinado produto em nível industrial, levando em conta a efetiva utilização desta água e inclusive a água poluída resultante dos vários processos dentro da cadeia produtiva.

A água e o vinho

O vinho é um dos produtos que possui maior utilização de água em toda sua cadeia produtiva. A produção de vinho consome 610 litros de água por quilo, ou seja, um copo de vinho consome 110 litros de água em sua produção.

Em 1997, o governo brasileiro editou a Lei 9.433 que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos, tendo esta por objetivo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos; a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o transporte aquaviário, com vistas ao desenvolvimento sustentável; a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais, na tentativa de minimizar e evitar qualquer forma de desperdício ou mau uso tanto por pessoas quanto por corporações.

Assim, considerando-se o alto consumo de água na produção de vinho, a legislação vigente e a própria consciência de que tal bem deva ser preservado, a vinícola precisa buscar formas de reduzir o dano ambiental pela utilização em excesso de água, enquanto não é possível substituí-la, respeitando o ouro líquido que, no Brasil, ainda temos em abundância.

 

Respeito à água e à terra

Somente aliando o respeito à terra e à água com uvas de qualidade superior é que chegaremos a uma produção vinícola de excelência, posto que a natureza e todos os seus bens devem ser vistas como um prêmio para nosso desenvolvimento, não como nossa propriedade ou obstáculo para o progresso.

Juliana Rebellatto Locatelli

Advogada graduada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos. Conciliadora do Juizado Especial Cível da Comarca de Garibaldi/RS. Membro da Association Internationale des Juristes du Droit de la Vigne et du Vin (AIDV). Assessora Jurídica do Município de Coronel Pilar - RS. Membro da APEME Mulher de Garibaldi/RS.

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