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Versão completa do texto “Empreendedorismo digital – Jornal O Garibaldense ”

Muitas pessoas têm espírito empreendedor para buscar novos desafios e quebrar paradigmas e conceitos que temos como sendo padrões para um sucesso garantido. A era digital – que já nos cerca faz alguns anos – nos apresenta um cenário encantador, onde enxergamos o mundo com olhos diferentes, olhos de tecnologia. Da mesma forma como nos encanta, também nos assusta, pois é a certeza de que o mundo como muitos conhecem, está mudando, e mudando em uma velocidade que muitos diriam que não seria possível sequer estruturar um negócio.

Muito já se fala em profissões do futuro, e quais as profissões que estão prestes a ter o seu fim. Basta participar de alguma feira ou congresso de tecnologia para termos a certeza de que inventamos um novo padrão de negócio, e que já estamos em um caminho sem volta. Grande parte dessas mudanças são provenientes do empreendedorismo digital, e aqui, podemos falar diretamente de pessoas cada vez mais jovens e com muito talento para inovar no mundo dos negócios.

Não podemos falar em empreendedorismo digital sem falar nas famosas Startups, que estão em ascensão constante no Brasil. Embora muitos não tenham sequer ouvido falar da expressão, certamente conhecem diversas empresas desse modelo. Quem nunca ouviu falar na fintech Nubank? Ou nunca pesquisou um imóvel para alugar em algum lugar do mundo no AirBnB? Quem sabe pegou um Uber? Ou experimentou escutar música no Spotify?

Esses são exemplos que muitos – se não todos os leitores – conhecem e já utilizaram. São empresas que prestam serviços para os seus usuários, onde a essência do negócio é digital, por mais que se necessite de algum produto físico. Esse modelo de novo negócio está presente em todos os lugares, e não podemos pensar que não estamos inseridos nesse mundo. Utilizamos recursos disponibilizados por Startups diariamente, e fazemos questão de estarmos conectados a esses serviços, seja pela sua comodidade, por sua garantia, agilidade, praticidade, ou por seu valor. É importante salientarmos o valor dessas empresas, mesmo que muitas não apresentem resultados positivos por diversos meses, ou até anos, o valor agregado ao negócio é muitas vezes mais valioso do que a sua lucratividade.

Um possível conceito de startup, em poucas palavras, é a criação de um negócio novo que está se colocando em funcionamento, com objetivo de crescimento rápido, com um modelo de negócio repetível e escalável. O modelo de negócio repetível e escalável é o que traz a possibilidade do produto ou serviço ser visto e conhecido por boa parte da população. Volto aos exemplos que utilizei acima. Se eu for para Paris e falar de alguma daquelas empresas, tenho certeza que as pessoas vão saber do que eu estou falando. Isso também vai acontecer na Argentina, México, Austrália, ou em Nova York, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco. O que eu quero dizer é que as empresas digitais têm potencialidade de serem globais, em um curto espaço de tempo.

As Startups apresentam diversas variáveis, dependendo do negócio, podendo ter investimento de terceiros, ou com recursos próprios do idealizador. Independentemente do modelo de investimento que será colocado em uma empresa, o importante é colocar a ideia inicial para produzir algo que tenha valor próprio, e que possa ter uma escalabilidade constante.

O modelo de negócio de Startups não é exclusivo para a internet, mas é mais fácil criar um modelo para desenvolvimento na rede, porque geralmente se tem como base do negócio, tecnologia e inovação, para facilitar a vida de seus usuários. Por exemplo, uma empresa alemã está desenvolvendo um projeto de transporte aéreo (táxi) elétrico para os grandes centros populacionais. Não é um trabalho fácil, e tampouco rápido, mas quando desenvolvida a tecnologia por completo, qualquer cidade do planeta poderá aproveitar seus benefícios.

É importante ter em mente que, como em qualquer outro negócio, existem riscos que acompanham as Startups, e certos cuidados que são necessários para não perder tempo nem dinheiro investindo em um negócio com as pessoas erradas. Por mais que se tenha confiança nos sócios que serão escolhidos para participar do negócio – e confiança é um ponto importantíssimo para a segurança e desenvolvimento do negócio – é preciso ter cuidado na hora de apresentar ideias, distribuir cotas da empresa, e dividir tarefas.

Podemos ver o caso do Facebook, que parecia uma ideia normal para a comunicação entre amigos, e que virou um negócio extremamente rentável, pelo menos para algumas pessoas, e aqui não estamos incluindo o seu idealizador, que teve que buscar judicialmente seus direitos quanto ao negócio.

É fundamental manter contratos bem estipulados com sócios, parceiros e investidores, para evitar riscos e problemas futuros. Por mais que a Startup tenha um início conturbado, e sem muito investimento, é bastante aconselhável buscar fazer um contrato que garanta, não só uma divisão justa entre os sócios, mas também a sua administração, tanto no dia a dia, quanto no momento da venda da empresa, caso seja de interesse dos sócios ou do idealizador do negócio.

É importante verificar essas questões antes de se constituir formalmente a empresa, inclusive através de um pré-contrato entre os sócios, para evitar discussões futuras, e principalmente, uma discussão judicial, que muitas vezes pode se estender por anos para resolver um assunto que poderia ter sido facilmente convencionado entre as partes no início do negócio.

Estamos na era da tecnologia digital e da informação, mas temos que nos preocupar e tomar os cuidados necessários para o bom desenvolvimento das empresas e dos negócios atuais. A necessidade de buscar sócios ou parcerias para o desenvolvimento da sua Startup requer cuidados constantes no momento da administração, da captação de investimentos, de ter as pessoas certas ao seu lado, cada uma com sua habilidade para somar na construção do negócio.

Pensar na prevenção do seu negócio desde o seu início é mais fácil e causará menos trabalho para a sua Startup no futuro. Por isso, é importante buscar o auxílio de profissionais que possam agregar valor para a empresa, especialmente no tocante a contratos, tanto para a constituição da Startup, quanto para os negócios diários referentes ao oferecimento dos produtos e serviços da empresa.

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