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Uma das melhores estratégias para uma vinícola educar e fidelizar o consumidor.

Através do enoturismo é possível conquistar a tão sonhada venda direta: melhores lucros sem atravessadores. Se a vinícola trabalhar corretamente pode educar e fidelizar o consumidor.
Ivane Favero


É inegável e perceptível que o enoturismo é uma das melhores estratégias de marketing para uma vinícola, principalmente se ela for de pequeno ou médio porte. Atrair o potencial cliente para a empresa e, neste momento, apresentar não somente os aspectos tangíveis (estrutura, localização, vinhos), mas também os valores intangíveis (história, aromas, sabores, emoções), tem uma força que nenhuma outra estratégia consegue alcançar. Podemos conquistar a tão sonhada venda direta ao consumidor, sem atravessadores, com melhores lucros, e, mais do que isso, se trabalharmos corretamente podemos educar e fidelizar o consumidor.

Mas, como implantar a atividade enoturística em uma vinícola? Aí vão cinco passos fundamentais:

1. O fim de semana é valioso

Primeiramente, tenha a consciência de que terão que alterar os dias de atuação na empresa. Se a produção se desenvolve nos dias úteis da semana, o enoturismo tem seu forte nos finais de semana e feriados. Se os diretores, família, trabalhadores, enfim, os envolvidos, concordarem em trabalhar nestes dias, siga em frente. Parece óbvio, sim, mas muitos investimentos ficaram sem retorno porque não atenderam os clientes nos dias em que haveria maior possibilidade de atrair enoturistas.

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2. Venda experiência

Estruture a empresa para o receptivo. Uma coisa é atuar na agricultura (viticultura), outra coisa é atuar na indústria (vinicultura) e outra, bem distinta das anteriores, é atuar nos serviços (enoturismo). Há que se pensar que, além do dinheiro desejado do enoturista, há que se receber ele, uma pessoa com sonhos, desejos e expectativas. A estrutura não precisa necessariamente de um grande investimento. Importante uma orientação para construir um projeto competitivo.

3. Não oferte ‘mais do mesmo’

Se for para fazer o trinômio ‘visitação + degustação + varejo’, nem prossiga. Se for desenvolver o enoturismo, defina qual a experiência que o visitante terá em sua visita e crie uma vivência a mais original possível. Leve em consideração o lugar onde a vinícola está inserida, sua história familiar, o perfil do turista que deseja atrair, e terá muito mais chances de êxito!

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4. Seja parceiro

Tenha presente que será necessário estabelecer parcerias com outras empresas e pessoas. O turismo é uma atividade coletiva e dificilmente uma empresa se desenvolverá sozinha. O turista não viaja para visitar uma empresa, ele viaja para visitar um destino. Fundamental esta compreensão para que a vinícola saiba que precisará trabalhar com a oferta turística local, construindo juntos a competitividade do destino turístico.

5. “O que não é visto não é lembrado” 

‘O que não é visto não é lembrado’ é uma máxima antiga, mas que continua com muita valia. Também podemos afirmar que ‘ninguém vai para um lugar que nunca ouviu falar’. Certo?!? Bem, parece que para muitos não. Seguem promovendo seus vinhos e esquecem de convidar as pessoas para visitá-los. Neste sentido, entendendo que o ‘mundo mudou’ e hoje, com as pessoas bastante conectadas em seus smartphones, torna-se fundamental a presença digital do empreendimento enoturístico. Deve-se provocar o desejo de viver aquela experiência, evocar emoções, antes mesmo da visita.


Há muito trabalho a ser desenvolvido para que uma vinícola tenha êxito no enoturismo. E isso pode levar alguns anos de ajustes e aprendizado. Fundamental é construir um projeto de curto, médio e longo prazos e trabalhar com afinco.

Como diria Walt Disney:

Seja o que for: faça bem feito. Faça isso tão bem feito que, quando as pessoas viram o que você fez, elas vão querer voltar para ver de novo e vão trazer outras pessoas só para mostrar o seu trabalho”.

Sucesso e Tim-Tim!!!

Ivane Favero

Ivane Maria Remus Fávero é bacharel em Turismo pela PUC; Especialista em Gerenciamento do Desenvolvimento Turístico pela UCS e em Gestão Pública Municipal pela UFRGS; Mestre em Turismo pela UCS. Realizou o MBA de Planejamento e Marketing do Turismo pela George Washington University. Foi Diretora e Secretária de Turismo de Bento Gonçalves e Secretária de Turismo de Garibaldi, por 5 gestões,totalizando quase 20 anos de atuação no setor público. Foi professora de Cursos Superiores de Turismo por 12 anos (UCS e Fisul). Foi Gestora de Turismo do Sebrae Serra Gaúcha e Consultora do Sebrae Brasil e do Instituto Marca Brasil, junto ao Ministério do Turismo, quando construiu a metodologia para o desenvolvimento dos 65 Destinos Indutores, juntamente com outros consultores, tendo viajado para vários estados, para a realização de oficinas. Também contribuiu com o Governo Estadual no sentido de desenvolver os Planos Regionais de Turismo. Foi membro do Conselho Nacional de Turismo e do Conselho Estadual de Turismo, integrou os Conselhos Municipais do Turismo de Bento Gonçalves e de Garibaldi, além de compor a diretoria da Atuaserra – Associação de Turismo da Serra Gaúcha. Também integrou o Conselho de Políticas Culturais de Garibaldi e os Conselhos de Patrimônio Histórico e Cultural de Bento Gonçalves e Garibaldi. Foi Presidente da Associação Nacional de Dirigentes e Secretários de Turismo – Anseditur, 2012-2013. Autora do Livro Políticas do Turismo – Planejamento na Região Uva e Vinho – EDUCS, 2006, entre outros artigos e capítulos publicados no Brasil e no exterior. Realizou palestras em vários países, além do Brasil, como Portugal, Itália, Espanha, Argentina e Uruguay. Especialista em Enoturismo. É Presidente da Associação Internacional de Enoturismo – Aenotur, além de ser consultora na área do turismo.
Ivane Favero

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