Skip to main content

A inovação nas empresas não precisa começar com o desenvolvimento de uma nova tecnologia.
Para muitas empresas tradicionais, inovar significa identificar um problema que já existe na operação e encontrar uma maneira melhor de resolvê-lo.

Quando se fala em inovação, ainda é comum imaginar startups, laboratórios de tecnologia, grandes investimentos ou empresas desenvolvendo soluções próprias. Mas essa não é a única forma de inovar.

Para muitas empresas tradicionais, a inovação começa de maneira muito mais prática: identificando um problema que já existe na operação e encontrando uma maneira melhor de resolvê-lo.

Essa discussão ganha força no Rio Grande do Sul com a aproximação da Mercopar 2026, que acontece de 20 a 23 de outubro, em Caxias do Sul.

A programação deste ano aproxima empresas da indústria de startups e fornecedores que apresentam soluções para desafios reais dos negócios, envolvendo inteligência artificial, automação, análise de dados, softwares de gestão, eficiência energética, logística e rastreabilidade.

Confira a publicação do Sebrae RS sobre inovação e Mercopar 2026

Inovação começa pelo problema

Uma empresa não precisa começar perguntando:

“Qual inteligência artificial deveríamos usar?”

Talvez a pergunta mais importante seja:

“Qual problema precisamos resolver?”

Pode ser um processo manual que consome horas da equipe, uma dificuldade para organizar informações, desperdícios na produção, falhas de comunicação, baixa rastreabilidade, demora no atendimento ou dados importantes que existem, mas não são utilizados para tomar decisões.

A tecnologia passa a fazer sentido quando responde a uma necessidade real do negócio.

A solução não precisa nascer dentro da empresa

A inovação nas empresas também pode acontecer por meio de soluções desenvolvidas fora delas. Esse é um dos movimentos interessantes da inovação empresarial atual.

Uma empresa tradicional não precisa manter uma grande equipe de tecnologia ou desenvolver internamente cada solução que pretende implementar.

Ela pode encontrar essa capacidade em startups, fornecedores especializados, universidades, centros de pesquisa e programas de inovação aberta.

É justamente essa aproximação que eventos como a Mercopar ajudam a promover.

A empresa apresenta um desafio. Do outro lado, pode existir uma organização que já desenvolveu a tecnologia capaz de solucioná-lo.

Nesse cenário, inovar também significa saber encontrar, testar e incorporar boas soluções.

Inteligência artificial também precisa resolver alguma coisa

O mesmo raciocínio vale para a inteligência artificial.

Adotar uma ferramenta porque outras empresas estão utilizando não significa necessariamente inovar.

Antes da tecnologia, é preciso compreender o processo.

Onde estão os gargalos? Quais atividades poderiam ser automatizadas? Que dados serão utilizados? Quem será responsável pela ferramenta? Quais informações poderão ser compartilhadas? Como os resultados serão avaliados?

Sem essas respostas, uma tecnologia nova pode apenas ser colocada sobre um processo antigo e desorganizado.

Inovação exige governança

Existe ainda uma etapa que muitas vezes recebe menos atenção: a implementação.

Quando uma empresa incorpora uma nova tecnologia ou contrata uma solução externa, surgem questões que vão além da ferramenta.

Contratos, responsabilidades, tratamento de dados, propriedade intelectual, confidencialidade, integração entre fornecedores, segurança da informação e critérios para medir resultados também precisam entrar na conversa.

Por isso, inovação não deve ser tratada como uma decisão isolada do setor de tecnologia.

Ela pode envolver direção, financeiro, jurídico, operações, fornecedores e pessoas.

Quanto mais estratégica for a inovação, mais importante será definir quem decide, quem executa, quem acompanha e quais riscos a empresa está disposta a assumir.

Começar pequeno também é inovar

Nem toda transformação precisa começar com um grande projeto.

Uma empresa pode escolher um problema específico, testar uma solução em uma área, estabelecer indicadores e acompanhar os resultados antes de ampliar sua utilização.

Esse processo permite aprender, corrigir e decidir com mais informação.

Para empresas tradicionais, essa pode ser uma maneira especialmente eficiente de aproximar inovação da rotina sem transformar tecnologia em uma aposta desconectada da realidade do negócio.

A inovação que realmente importa

Inovar não significa necessariamente inventar algo que nunca existiu.

Às vezes, significa encontrar uma maneira melhor de fazer aquilo que a empresa já precisa fazer todos os dias.

A tecnologia pode estar em uma startup, em um fornecedor ou em uma solução que já existe no mercado.

O desafio da empresa passa a ser outro: reconhecer seus problemas, encontrar boas soluções e criar estrutura para implementá-las de maneira responsável.

É nesse ponto que inovação deixa de ser tendência e passa a fazer parte da estratégia empresarial.

Sua empresa está preparada para transformar inovação em estratégia?

Quer acompanhar oportunidades de inovação?

O HB criou um Canal de Inovação no WhatsApp para compartilhar oportunidades, programas, eventos, tecnologias e movimentos que podem impactar empresas.

A curadoria é voltada a empresas, administradoras, garantidoras e negócios que querem acompanhar a inovação de forma prática, com atenção especial ao ecossistema do Rio Grande do Sul.

Acompanhe o Canal de Inovação HB e fique por dentro das próximas oportunidades.

ENTRAR NO CANAL DE INOVAÇÃO HB